Após 31 dias de greve, professores avaliam fim do movimento nesta quinta

    Em campanha salarial, os 1.300 educadores do município reivindicam 6,81% de reajuste e são contra a mudança do regime trabalhista, que é a CLT, para um regimento estatutário próprio

    Foto: Reprodução/ TV Bahia

    Os trabalhadores da Educação na cidade de Itabuna, no Sul baiano, realizam nesta quinta-feira (4), às 15h, uma assembleia para decidir os rumos da greve e até avaliar a possibilidade de fim do movimento que mantém 17 mil alunos da rede municipal sem aulas há 31 dias.

    Ao bahia.ba, a presidente do Sindicato do Magistério Municipal Público de Itabuna, professora Maria do Carmo, afirmou que a reunião realizada na quarta (3) com representantes da prefeitura não “teve tantos avanços”.

    “O governo não soube dar uma data a respeito do pagamento dos salários atrasados dos 157 professores que, por conta do laudo médico, se encontram em situação de desvio de função, atuando em secretaria escolar e bibliotecas escolares […] estão com dois meses de salários atrasados”, disse a sindicalista.

    De acordo com Maria do Carmo, a prefeitura justifica não ter verba para a quitação dos rendimentos por ter transferido os 157 servidores da base de pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

    Por uma questão orçamentária, este grupo de trabalhadores que não estão nas salas de aula por questões de saúde são pagos com recursos próprios do município.

    Ao todo, a rede municipal de ensino de Itabuna conta com 1.300 profissionais em educação, que estão em campanha salarial. A categoria reivindica 6,81% de reajuste, são contra a mudança do regime trabalhista, que é a CLT, para um regimento estatutário próprio.

    O bahia.ba entrou em contato com a secretaria de Educação da cidade, mas foi informado por uma funcionária que os assessores e a chefe da pasta, Nilmecy Gonçalves, estavam em reunião e não poderiam atender as ligações.