ACM Neto com Bolsonaro é novidade zero. Até por falta de outro caminho?

    Até como forma de reduzir o tamanho do estrago eleitoral, já que o tucano Geraldo Alckmin emperrou em baixa e lá ficou

    Frase da vez

    “Elimine o impossível, e o que restar, por mais improvável que pareça, deve ser verdade”

    Arthur Conan Doyle, escritor inglês criador do Sherlock Holmes (1854-1930).

    Foto: Felipe Iruatã/bahia.ba
    Foto: Felipe Iruatã/bahia.ba

     

    ACM Neto teria dois caminhos no segundo turno presidencial, cruzar os braços ou bolsonarizar. Que teria a ganhar depois que Zé Ronaldo, o candidato por ele apoiado, ter sofrido uma derrota de 75,50% a 22,26, nada menos que 3,5 milhões de votos de vantagem?

    Nada. Simplesmente não há condições de escolher e sim engolir o que se tem. E essa foi a opção adotada, até por pressão de aliados, que preferiam o apoio a Bolsonaro bem antes, até como forma de reduzir o tamanho do estrago eleitoral, já que o tucano Geraldo Alckmin emperrou em baixa e lá ficou.

    Suspiro

    A vitória de Rui Costa puxou o petista Fernando Haddad para um triunfo também retumbante, 60,28% contra 23,41%, de Bolsonaro, algo em torno de 2,7 milhões a mais.

    Do ponto de vista de Bolsonaro, óbvio que a oposição não pretende superar isso, mas minimizar a pancada e tornar-se a referência presidencial na Bahia em caso de vitória, já que, na outra banda, está Rui e o PT.

    Segundo o cientista político Paulo Fábio, Bolsonaro tende a levar uma vantagem adicional. No Nordeste, onde Haddad obteve as suas únicas vitórias no país, o que garantiu vaga no segundo turno, o fato dos governadores que apoiam o petista terem vencido no primeiro turno, ajuda Bolsonaro na medida em que não haverá palanque estadual. Para ACM Neto e cia, a esta altura tudo é lucro. Ou melhor, a única chance de ainda suspirar.