O 2º turno na Bahia é devagar quase parando. Só existe na televisão

    Se no primeiro turno a campanha na Bahia já foi tida como morna, imagine agora. Só restou ver a tevê

    Frase da vez

    “O sucesso encoberta uma multidão de tolices”

    George Bernard Shaw, jornalista, escritor e dramaturgo irlandês (1856-1950)

    Fotos: Fernando Frazão-Agência Brasil/Ricardo Stuckert/esição bahia.ba
    Fotos: Fernando Frazão-Agência Brasil/Ricardo Stuckert/esição bahia.ba

     

    Rui Costa e João Leão foram ontem ao extremo sul da Bahia agradecer os votos recebidos e pedir mais para Fernando Haddad. O clima entre lideranças é de euforia, cada uma querendo exaltar aos píncaros os serviços prestados.

    Mas é só isso, e de outro lado ACM Neto e aliados dizendo que estão com Bolsonaro. Campanha mesmo, de ir casa a casa cantar voto, não existe. Só prevalecem as mídias, as sociais e as convencionais. E seja o que o povo quiser.

    2º turno zero

    Bom lembrar que tal cenário, em pelejas presidenciais, no segundo turno sempre foi assim, até porque, desde que a Constituição de 1988 instituiu dois turnos (para colégios acima de 200 mil eleitores cujo candidato majoritário não atingir 50% mais um), a Bahia nunca teve dois turnos para governador.

    Em 1990 ACM se elegeu, em 1994 botou Paulo Souto, em 1998 César Borges, em 2002 Paulo Souto de novo. Ganhou todas no primeiro turno, mas nunca reelegeu um carlista Na primeira tentativa em 2006, com Souto, perdeu.

    Com o PT é o inverso. Wagner ganhou em 2006 no primeiro turno e em 2010 se reelegeu no primeiro turno também. Idem Rui Costa em 2014 e 2018.

    Na campanha deste ano na Bahia tivemos 7 candidatos ao governo, 11 ao Senado, 503 a deputado federal e 643 a estadual. Se no primeiro turno a campanha na Bahia já foi tida como morna, imagine agora. Só restou ver a tevê.