PF não vê indícios de corrupção passiva em inquérito sobre Ideli Salvatti

    Segundo relatório, a ex-ministra não sabia que doação era decorrente de supostas vantagens ilícitas obtidas por construtora

    Brasília - MInistra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, durante coletiva sobre orçamento impositivo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

    Não há indícios da prática de corrupção passiva pela ex-ministra e ex-senadora Ideli Salvatti (PT), aponta o delegado da Polícia Federal (PF) Ivan Ziolkowski, segundo o G1.

    Investigada pela Lava Jato, a petista teve seu inquérito enviado à Justiça Federal do Paraná pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a perda do foro privilegiado.

    Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado disse que auxiliou no repasse de dinheiro para campanhas de Ideli.

    Conforme o delator, os recursos seriam provenientes de vantagens ilícitas obtidas por empresas que tinham contratos com a Transpetro.

    No entanto, a investigação da Polícia Federal concluiu que, apesar da petista ter recebido doação oficial de campanha da Camargo Corrêa, intermediada por Machado, não há provas de qualquer contrapartida que pudesse configurar o crime de corrupção.

    Ainda de acordo com o relatório da PF, a ex-ministra não sabia que a doação era decorrente de supostas vantagens ilícitas obtidas pela construtora.

    O parecer da PF está com o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. O magistrado deve encaminhar o documento para avaliação do Ministério Público Federal (MPF).