Gestão de superpasta da Justiça é impraticável, avaliam ex-ministros

    "Eu passava 70% do meu tempo cuidando de índio”, diz José Eduardo Cardozo, o mais longevo nome a ocupar a área

    Foto: Arquivo/Agência Brasil

    A criação de um superministério da Justiça pode ser um tiro no pé para o juiz Sérgio Moro, avaliam ex-ministros ouvidos pela Coluna do Estadão, do jornal O Estado de São Paulo

    Isso porque a pasta já responde por temas como anistia, drogas, direito do consumidor, arquivo nacional, classificação indicativa de filmes, política de estrangeiros, presídios, índios… Agora pode incorporar o Coaf e a Controladoria da União.

    “Da forma como estava já era impossível, ficará fora de propósito. Eu passava 70% do meu tempo cuidando de índio”, conta José Eduardo Cardozo, ministro mais longevo da Justiça no período democrático.

    Quem conhece a pasta recomenda a Moro: ou ele arruma cinco secretários executivos ou vai passar o dia inteiro assinando papel. Não de políticas públicas, mas de férias de servidores, licença…