Queixando-se da refrega eleitoral, PSDB baiano vira Dória/Bolsonaro

    Na avaliação dos tucanos, os grandes problemas do partido começaram com o escândalo envolvendo Aécio Neves, Michel Temer e Joesley Batista

    Frase da vez

    “Gosto dessa definição: abraço é o encontro de dois corações”

    Cazuza, cantor e compositor brasileiro(1958-1990)

    Foto: Matheus Morais/ bahia.ba
    Foto: Matheus Morais/ bahia.ba

     

    Paulo Câmara, vereador em Salvador e deputado estadual eleito, participou anteontem de reunião com João Dória, governador eleito de São Paulo, mais os estaduais Marcell Moraes e David Rios e o federal Antonio Imbassahy, não reeleito.

    No encontro, os tucanos baianos definiram um rumo: ficam sob a liderança de Dória (que tomou o bastão de Alckmin, Fernando Henrique Cardoso e cia), firmes no apoio a Bolsonaro:

    — Passamos mal na campanha. Eu mesmo tive muitas dificuldades com um candidato a presidente que não decolava e atirava em Bolsonaro e ainda por cima Fernando Henrique insinuando que poderia apoiar o PT. Foi muito problemático, nos criou uma crise de identidade partidária.

    Ficou menor

    Diz Paulo que o PSDB encolheu nas eleições deste ano:

    — Tínhamos em Brasília 54 deputados federais, ficamos com 29. Em São Paulo eram 14, estamos com seis e na Bahia de três caiu para um. Ou o PSDB se redefine, pega um rumo, ou acaba.

    Na avaliação dos tucanos os grandes problemas do partido começaram com o escândalo envolvendo Aécio Neves, Michel Temer e Joesley Batista. Ficou com um pé na meleira da Lava Jato e perdeu a moral para combater os petistas, seus inimigos históricos.

    Paulo Câmara ressalva:

    — O eleitorado de Bolsonaro é o nosso, que migrou.

    E de fato, era mesmo.