‘Mais Médicos’ vai fazer falta na Bahia. E muita

    Hoje, dos 10 médicos que trabalham lá, oito são cubanos

    Uauá, município de 2.950 km² com pouco mais de 25 mil habitantes, a maioria espalhados por 60 povoados, fez festa em 2013, com o então prefeito Olímpio Cardoso Filho, o Olimpinho, armando uma comitiva de boas vindas aos médicos cubanos que chegavam.

    Hoje, dos 10 que servem lá, oito são cubanos. E as autoridades locais já dizem que voltarão a situação de antes: quase nenhum.

    Em Malhada, na divisa com Minas, às margens do Velho Chico, com 17 mil habitantes, o secretário de saúde, Ginaldo Gomes, diz que dos sete médicos três são cubanos. E se eles forem embora os povoados de Parateca, Canabra e Julião ficarão sem médicos.

    O Brasil pode ter médicos, mas não vão lá.