Mandar médicos cubanos de volta é reverenciar Fidel Castro, diz Janaína Paschoal

    Deputada estadual eleita por São Paulo falou no 4º Congresso Nacional do MBL

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Em meio a duras críticas ao programa Mais Médicos, Janaína Paschoal, deputada estadual eleita por São Paulo mais votada da história, disse neste sábado (24) que mandar de volta os médicos cubanos é reverenciar Fidel Castro, “sua família e seus comparsas.”

    Palestrante no 4º Congresso Nacional do MBL (Movimento Brasil Livre), Paschoal disse que sugeriu ao futuro presidente, Jair Bolsonaro, em encontro na semana passada, que “mandasse” alguém da confiança dele ao Ministério da Saúde para dar asilo para os médicos cubanos e contratá-los diretamente.

    Seria uma forma de mostrar, segundo ela, que não tem nada “de racismo ou protecionismo” da parte dos críticos do programa.

    “A questão é outra: a gente não quer pagar os altos impostos que pagamos para financiar ditadura”, disse.

    Segundo ela, já há muito tempo vinha falando que o programa era, na verdade, “tráfico de seres humanos”.

    “O Congresso Nacional aprovou a lei que tratava do tráfico de seres humanos muito perto da época em que foi fechado o contrato dos Mais Médicos”, disse ela, sugerindo relação entre uma coisa e outra.

    Bastante aplaudida pela plateia, Paschoal disse ainda que é preciso lembrar que, quando Fidel Castro morreu, os pesares foram dados não só pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, mas também por Fernando Henrique Cardoso. “É por isso que nossa luta é tão maior do que o PT”, afirmou. Da Folha de S. Paulo.