Nas conversas que sacramentaram Nelson Leal, uma boa cachaça ajudou

    Anísio de Santiago custa no mercado entre R$ 329 e R$ 1.550 a garrafa de um litro. Por mais cara que seja, saiu barato

    Frase da vez

    “A vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim em jogar bem as que se tem”

    Josh Billings, humorista norte-americano (1818-1885)

    Foto: Loja Extra Express
    Foto: Loja Extra Express

     

    É óbvio que numa disputa de quatro, em que três sobram, sempre há alguns resmungos, como o de Alex Lima (PSB): ‘Foi o acordo possível, não o desejado’. Ou o de Adolfo Menezes (PSD), mais contido: ‘Só não ter disputa, foi muito bom. Para o governo, é claro. Também porque deu um reequilíbrio às forças de sustentação’.

    Ou também de Rosemberg Pinto (PT), para quem ‘um acordo envolvendo dois períodos (Nelson Leal agora e Adolfo depois) ‘mata as expectativas dos demais’.

    Mas no atacado, as negociações que elegeram o deputado Nelson Leal (PP) como futuro presidente da Assembleia foram tranquilas. Prevaleceu o consenso de que nas circunstâncias atuais, não convém problemas na base de Rui. E o PP de João Leão bateu pé firme.

    Anísio na mesa

    Aliás, se afunilaram sexta-feira (30), quando Nelson Leal aproveitou o aniversário da filha e convidou Alex, Adolfo e Rosemberg. Os três foram. Tragaram a festejada cachaça Anísio de Santiago, cujo preço no mercado oscila entre R$ 329 e R$ 1.550 a garrafa. Por mais cara que seja, saiu barato. Todos saíram 2h da madrugada, e o acordo quase selado, sinal de que a cachaça fez efeito.

    Isso aconteceu domingo (2), no Palácio de Ondina, em almoço com carne de sol de Itororó, levada por Rosemberg, que deu o tom da conversa:

    — O governo do PT na Bahia faz um diferencial, digamos assim, na linha do governo federal. A unidade agora é fundamental.

    Segunda (3), Rui, Wagner e Leão bateram o martelo.