Rui faz acordo com auditores. Tudo joia entre os cobradores de imposto

    Rui não retirou o projeto, a pedida inicial dos insatisfeitos. E os auditores vão tocar a vida ganhando pelo teto mais alto, o federal

    Frase da vez

    “Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra”

    Mário Lago, advogado, poeta, ator, compositor (1911-2002)

    Foto: Mateus Pereira/ Gov-BA
    Foto: Mateus Pereira/ Gov-BA

     

    Após dois dias de intensas negociações, Rui Costa e os auditores fiscais fumaram o cachimbo da paz.

    Recapitulando: os auditores não aceitaram a pretensão da PEC encaminhada a Assembleia que estabelece o salário de governador, de pouco mais de R$ 22 mil, como o teto do Estado. Ele recebem o teto federal.

    Nas conversas, os auditores exibiram documento provando que eles já ganharam na justiça o direito ao teto federal. Por aí, o texto da PEC que tramita na Assembleia manterá o teto estadual, mas com a ressalva de que os beneficiários de decisões judiciais já transitado em julgado estão fora.

    Tensões

    O ajuste foi celebrado como uma saída honrosa para as duas partes. Rui não retirou o projeto, a pedida inicial dos insatisfeitos. E os auditores vão tocar a vida ganhando pelo teto mais alto, o federal.

    O medo era o de que turbulências no segmento fizessem a receita estadual desabar, como já aconteceu. As tensões caíram.

    Semana que vem

    A votação dos primeiros projetos de Rui Costa que promovem a reforma administrativa do Estado deveria acontecer ontem, mas vai ficar para a próxima semana. O deputado Targino Machado (DEM) pediu vistas.

    O projeto mais amplo é o que extingue órgãos como a Conder, o Sudic e o Cis, e também 1.834 cargos comissionados, mas também cria 1.615 outros cargos comissionados. Outro que também gera furdunço é o que aumenta a contribuição previdenciária de 12% para 14%.

    Seja como for, deputados e insatisfeitos estão em recesso.