Luiz Caetano sobrou na diplomação; Charles começa, mas não sabe se fica

    Detalhe é que Charles também tem pendengas judiciais. Semana passada o TSE começou a apreciar o caso dele, acusado de ter contratado 400 Redas em ano eleitoral

    Frase da vez

    “Ninguém é realmente digno de inveja, e tantos são dignos de lástima!”

    Arthur Schopenhauer, filósofo alemão (1788-1860)

    Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados
    Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

     

    Na diplomação dos eleitos de 2018 na Bahia, dois detalhes. Primeiro, Luiz Caetano (PT) – foto, deputado federal eleito, não foi diplomado. Está embarreirado por uma decisão judicial. Charles Fernandes (PSD), ex-prefeito de Guanambi, é o primeiro suplente, e toma o lugar.

    O detalhe é que Charles também tem pendengas judiciais. Semana passada o TSE começou a apreciar o caso dele, acusado de ter contratado 400 Redas em ano eleitoral.

    O ministro Admar Gonzaga deu parecer favorável, dois seguiram. Ficou 3 a O para ele. Mas outro ministro mudou o voto, um foi contra, e dois que já tinham votado a favor dele recuaram. O placar está 1 a 1. A decisão é hoje. Ontem, Charles recebeu o diploma e sumiu.

    Isaac e Leur

    Se Charles cair, quem assume é Joseildo Ramos (PT). Nas urnas, o segundo suplente, caso em que Paulo Magalhães (PSD) vira o primeiro suplente.

    Outro eleito da coligação governista foi Isaac Carvalho (PCdoB), ex-prefeito de Juazeiro, que teve 106 mil votos, mas já concorreu sub-judice, condenado em segunda instância, acusado de desvio de verbas. A vaga dele fica para Leur Lomanto, que ontem na Assembleia, foi abordado sobre o assunto:

    — Como você se sente pegando a vaga de Isaac?

    — Vaga de Isaac? A vaga é minha, amigo!

    Na Assembleia se diz que Leur venceu seis eleições, as cinco derrotas que Isaac sofreu no TRE, TJ, TSE, STJ e STF, mais a das urnas. Parece.