Audiência da tragédia de Mar Grande é adiada; ‘Saí de casa em vão’, diz vítima

    Proprietário da embarcação disse que está sendo ameaçado de morte por um dos filhos da vítima; ele prestou queixa na delegacia de Vera Cruz

    Foto: Divulgação/Polícia Civil

    A primeira audiência de instrução com as vítimas da tragédia de Mar Grande, acidente que deixou 19 pessoas morta e 74 feridas na Baía de Todos os Santos, foi remarcada para o dia 14 de fevereiro. A sessão aconteceria na última segunda-feira (17), no Fórum Desembargador Antônio Bensabat, em Mar Grande, Ilha de Itaparica.

    Sobrevivente do acidente, o marinheiro Moacir de Jesus, faltou um dia de trabalho para ir até a audiência. “Eu fui em vão para lá e ainda acabei perdendo o dia de trabalho. Eles nem avisaram o motivo da mudança direito”, contou ele.

    Moacir diz que foi até a sessão para recuperar o celular e quantia de R$ 425, que foram perdidos no dia do acidente. “Eu nem faço questão de pedir nada, pois consegui sobreviver e isso dinheiro nenhum paga, mas quero pegar o que perdi naquele dia”, afirma o marinheiro.

    Conforme Moacir, mais seis sobreviventes voltaram para casa sem resposta.

    Na sessão de instrução, o comandante e o dono da empresa são acusados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com base em inquéritos policiais.

    Proprietário da lancha é ameaçado

    O proprietário da embarcação envolvida no acidente, a lancha Cavalo Marinho I, está sendo ameaçado de morte. A informação é do jornal Correio*.

    Segundo o jornal, Lívio Garcia Galvão Júnior relatou à polícia que um filho de uma das vítimas, que acabou não resistindo ao acidente, o ameaçou de morte por meio de publicações nas redes sociais.

    Ao bahia.ba, o caso foi confirmado pelo titular da 24ª Delegacia (Vera Cruz), Ricardo Amorim. No entanto, ele não quis falar sobre a investigação.