Promotores de Tóquio entram com mais uma ação contra Ghosn

    Prisão do brasileiro foi prorrogada, inicialmente, por 48 horas, mas pode ser estendida para 10 dias

    Foto: Reprodução/Twitter

    A promotoria de Tóquio apresentou ovas denúncias contra o ex-presidente da Nissan Motor, o brasileiro nesta sexta-feira (21). Suspeito de ocultar pagamentos milionários e cometer irregularidades fiscais, ele foi preso no dia 19 de novembro.

    A prisão do brasileiro foi prorrogada, inicialmente, por 48 horas, mas pode ser estendida para 10 dias.

    De acordo com o portal G1, a nova acusação, que se soma a outras duas anteriores com mandatos de prisão distintos, baseia-se em violação de confiança que poderia ter prejudicado a Nissan Motor, segundo informou a emissora estatal japonesa “NHK”.

    A acusação está vinculada com as supostas tentativas de Ghosn de transferir 1,85 bilhão de ienes (US$ 16,6 milhões) para as contas da Nissan por perdas em investimentos pessoais devido à crise financeira de 2008.

    No entanto, segundo a “NHK”, quando o regulador do mercado de ações informou ao banco envolvido nessas transferências da ilegalidade dessas intenções, Ghosn decidiu recuar.

    As outras duas acusações apontam que Ghosn supostamente tentou esconder das autoridades milionárias receitas que negociou com Nissan Motor a partir de 2011 e que, segundo a mídia local, era esperado recebê-las uma vez que ele deixasse suas funções à frente da empresa japonesa.

    A decisão da promotoria de Tóquio pode frustrar a tentativa da defesa de Ghosn que deve apresentar um pedido de fiança para soltar o empresário.

    Com o anúncio de que a promotoria está ampliando as acusações contra Ghosn, a imprensa local descarta a possibilidade de o brasileiro deixar a prisão para passar as festas de final de ano ao lado de seus familiares.