Guedes e Moro dividirão influência no Cade

    Ministério da Economia indicará três conselheiros e o da Justiça mais outros três; nomes terão que ser aprovados por ambas as pastas

    Foto: Fernando Frazão/Valter Campanato/Agência Brasil

    No governo de Jair Bolsonaro, os futuros ministros da Economia e da Justiça, Paulo Guedes e Sérgio Moro, respectivamente, vão dividir a influência sobre o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

    Segundo informações do G1, serão divididas as indicações para o Tribunal Administrativo de Defesa Econômica que compõe o Cade e é formado por seis conselheiros e um presidente, indicado pelo presidente da República.

    Desse modo, o ministro da Economia indicará três conselheiros, e o da Justiça deverá decidir se aprova ou não. O mesmo ocorre no inverso, com o ministro da Justiça indicando outros três nomes, que também deverão ser chancelados pelo ministro da Economia.

    As indicações serão feitas pelos ministros e enviadas ao presidente da República, que as encaminha ao Senado, conforme determina a lei.

    Os conselheiros são então sabatinados pelos senadores, e os nomes aprovados ou não pelo plenário. Cada conselheiro é aprovado para uma gestão de quatro anos, sendo que os mandatos de quatro deles já expiram em 2019 – a recondução é vedada.

    O Cade é responsável por analisar fusões e aquisições de empresas. Também firma acordos de leniência com companhias, por meio de sua superintendência-geral, outro baço do conselho