Rio Trobogy: Embasa diz que denúncia da Sedur é ‘infundada’

    Segundo empresa, estação elevatória de esgoto existente na localidade está funcionando normalmente

    Foto: Secom/ Prefeitura de Salvador

    A Embasa afirmou, em nota, que é “infundada” a denúncia encaminhada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur) ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), sobre o suposto despejo de esgoto no rio Trobogy.

    “A empresa informa que a estação elevatória de esgoto existente na localidade está funcionando normalmente. Todo esgoto coletado pela empresa em Salvador é direcionado para as estações de condicionamento prévio e tem destinação adequada por meio de emissários submarinos, sem riscos de poluição das praias do município, pois são lançados a mais de 2 quilômetros da costa”, afirma a empresa, em comunicado ao bahia.ba.

    Conforme a Embasa, a poluição do Rio Jaguaribe é decorrente da poluição causada por diversos fatores como: lixo, sujeira das ruas e também esgoto lançado clandestinamente por imóveis não ligados à rede pública de esgotamento sanitário, principalmente aqueles localizados em áreas de ocupação irregular da cidade.

    “De modo geral, as ligações clandestinas são feitas nas redes de drenagem que levam a água das chuvas para os rios urbanos, cujo destino final são as praias. Ressaltamos que a Embasa não é responsável pela manutenção das redes de drenagem pluvial, cuja manutenção é de responsabilidade da prefeitura municipal”, continua o comunicado.

    A empresa ainda ressalta que além de imóveis que não foram ligados por seus moradores ou proprietários na rede coletora, existem áreas habitadas onde não há viabilidade para implantação de uma rede convencional por conta da falta de infraestrutura urbana mínima, como macro e micro drenagem de águas pluviais, arruamento, pavimentação e contenção de encostas.

    “Para a solução desse problema, são necessárias ações de urbanização e reassentamento da população que habita em áreas de preservação permanente de rios. Além disso, é preciso desenvolver ações de fiscalização do uso e ocupação do solo, evitando que a ocupação desordenada continue produzindo novas áreas que inviabilizem a infraestrutura urbana no território municipal, aliadas a políticas habitacionais voltadas para a população de baixa renda”, afirma a Embasa.