Ao lado de Bolsonaro, Macri diz que Venezuela tem ‘eleições fictícias’

    Presidente argentino diz que comunidade internacional já reconheceu Maduro como "ditador que quer se perpetuar no poder"

    Os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, e do Brasil, Jair Bolsonaro, (José Cruz/Agência Brasil)

    Em sua primeira visita oficial ao Brasil após a posse de Jair Bolsonaro no comando do Palácio do Planalto, o presidente argentino, Mauricio Macri, disse nesta quarta-feira (16) que a comunidade internacional já percebeu que Nicolás Maduro é um “ditador que quer se perpetuar no poder com eleições fictícias”.

    “Compartilhamos a preocupação pelos venezuelanos. Reafirmamos nossa condenação à ditadura de Nicolás Maduro. Não aceitamos esse escárnio com a democracia, e menos ainda a tentativa de vitimização de quem na verdade é o algoz”, discursou o presidente da Argentina, em pronunciamento conjunto com Bolsonaro.

    O argentino disse ainda que as duas principais nações da América do Sul reconhecem somente a Assembleia Nacional da Venezuela como única instituição legítima do país vizinho.

    Bolsonaro também comentou a situação política venezuelana e destacou o posicionamento em comum com Macri.

    “Nossa cooperação na questão da Venezuela é o exemplo mais claro do momento. As conversas de hoje com o presidente Macri só fazem reforçar minha convicção de que o relacionamento entre Brasil e Argentina seguirá avançando no rumo certo: o rumo da democracia, da liberdade e segurança e do desenvolvimento”, afirmou.

    Brasil e Argentina fazem parte de um grupo, formado por 19 países da Organização dos Estados Americanos (OEA), que considera ilegítimo o novo mandato de Maduro. Com informações do G1.