Mourão afirma que Brasil pode adotar ‘pequenas sanções’ contra Venezuela

    Para vice-presidente, “está chegando” o momento em que as Forças Armadas entenderão que o país não poderá “continuar da forma como está”

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O Brasil poderá adotar “pequenas sanções” contra o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de acordo com o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB).

    Ele afirmou, nesta quinta-feira (31), que o governo brasileiro não deve, no entanto, participar de uma eventual ação direta no país sul-americano.

    “O Brasil é aquela história: nós temos a nossa visão que a gente não intervém nas questões internas de outros países. Nós podemos adotar essas pequenas sanções, mas nós não vamos cruzar uma linha que, aliás, a gente sabe como é que começa, mas não sabe como é que termina”, disse o vice-presidente em entrevista à imprensa, ao deixar o gabinete da Vice-Presidência, no Palácio do Planalto.

    O vice tem feito comentários diariamente sobre a situação da Venezuela, onde opositores do regime bolivariano reivindicam a renúncia de Maduro e o reconhecimento do líder oposicionista Juan Guiadó, que comanda a Assembleia Nacional.

    Segundo Mourão, “está chegando” o momento em que as Forças Armadas da Venezuela entenderão que o país não poderá “continuar da forma como está”. O vice acredita que os militares terão de oferecer uma “saída” para Maduro e seu grupo.

    “Eu acho que está chegando [o momento], porque as pressões são cada vez maiores, o país está fechado em si mesmo. Nós militares, em todos os lugares do mundo, a gente entende que tem um limite até aonde a gente pode ir. Eu acho que eles estão entendendo que chegaram nesse limite”, avaliou.

    O Brasil está entre as nações que não reconhecem o novo mandato presidencial de Maduro e considera Guaidó como presidente interino da Venezuela.