Flávio Bolsonaro é escolhido 3º secretário da Mesa Diretora do Senado

    Deputados chegaram a defender que, por ser filho do presidente, Flávio não poderia ocupar um cargo com essa importância no Parlamento por questão de "bom senso"

    Foto: Sérgio Lima/AFP

    Após a escolha de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a Presidência do Senado, a Casa definiu nesta quarta-feira (6) os demais cargos da Mesa Diretora.

    Na sessão compareceram 77 dos 81 senadores, sendo que 72 votaram a favor da chapa única e três optaram por se abster. Dois senadores também não votaram.

    Conforme a chapa apresentada, a Primeira Vice-Presidência ficou com Antonio Anastasia (PSDB-MG) e a segunda com Lasier Martins (Pode-RS), que assinou filiação no partido nesta quarta, deixando o PSD.

    A primeira secretaria será comandada por Sérgio Petecão (PSD-AC) e a segunda fica a cargo de Eduardo Gomes (MDB-TO). Filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ficou com a Terceira. O quarto secretário é Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

    Um dos principais articuladores da eleição de Alcolumbre, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) chegou a apresentar uma questão de ordem contra a escolha de Flávio, sob o argumento de que ele é filho do presidente e, por uma questão de “bom senso”, não deveria ocupar um cargo com essa importância no Parlamento.

    Em resposta, o parlamentar do PSL disse que a lei já o impede de disputar cargos para o Executivo, mas não essa função. A questão acabou ignorada pelo plenário.

    Suplências – Ficaram como suplentes da Mesa Diretora Marcos do Val (PPS-ES), Weverton (PDT-MA), Jaques Wagner (PT-BA) e Leila do Vôlei (PSB-DF), respectivamente.