Procurador decide investigar esquema de laranjas ligado a ministro do Turismo

    Segundo o Ministério Público Eleitoral de MG, as quatro supostas candidatas do PSL eram vinculadas a Marcelo Álvaro Antônio

    Foto: Câmara dos Deputados

    A Procuradoria-Regional Eleitoral de Minas Gerais decidiu investigar o caso das quatro ‘candidatas laranjas’ do PSL de Minas Gerais vinculadas ao atual ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, informa o jornal Folha de S. Paulo.

    Em despacho do dia 4 de fevereiro, em que disse considerar grave as suspeitas, o chefe do Ministério Público Eleitoral do estado, Angelo Giardini de Oliveira, encaminhou o caso para apuração da Promotoria Eleitoral afirmando que “os fatos narrados podem configurar, em tese, os crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral (…) e ameaça”, com pena que podem chegar a seis anos de reclusão.

    Segundo a publicação, o procurador requereu ainda à Justiça, dois dias depois, o congelamento por oito meses do trâmite da prestação de contas de campanha das candidatas, a fim de que as apurações criminais sejam levadas em conta nessa análise.

    “É certo que as diligências realizadas pelo promotor eleitoral podem impactar significativamente o reconhecimento da regularidade da destinação dos recursos” pelas candidatas, escreveu.

    No documento, o procurador lista como base a reportagem da Folha que mostrou que quatro candidatas a deputada estadual e federal do interior de Minas receberam R$ 279 mil da direção nacional do PSL —figurando entre as 20 mais agraciadas no país com as verbas da sigla— e tiveram uma votação inexpressiva, de cerca de 2.000 votos.