Bolsonaro e o primeiro escândalo entre amigos, um velho filme de volta às telas

    O menino vai ter que calar. E o pai também. Ou acaba caindo

    Foto: Arquivo Pessoal/Instagram
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    Bira Freire, dentista radicado em Gandu, diz ser um cético quanto a discursos lastreados na moral para salvar a honra da pátria amada.

    Lembra ele que lá atrás, em 1960, apareceu Jânio Quadros com a vassoura e o Varre, varre vassourinha. Acabou renunciando. Veio o golpe militar de 1964, chamado pelos militares de revolução com o nome de A redentora. Os militares deixaram o poder bombardeados de denúncias. Entrou a Nova República com José Sarney posando como esperança de um tempo novo. Sucumbiu ao PT, que posava de dono de todos os predicados morais. Deu na Lava Jato e entrou a era Bolsonaro na mesma linha dos seus digníssimos antecessores.

    Filho e pai — Acusado de ter liberado dinheiro do Fundo Partidário para uma candidata laranja, o ministro Gustavo Bebianno (Secretaria Geral da Presidência, já ocupada por Geddel e Antonio Imbassahy), presidente do PSL na época, tentou botar panos quentes dizendo ter falado com Bolsonaro duas vezes.

    Entra o filho de Bolsonaro, Carlos, vereador no Rio, e divulga um áudio bradando:

    — É mentira! Não falou com meu pai coisa nenhuma.

    Duas coisas:

    1 — O laranjal do PSL sinaliza que Bira Freire está certo.

    Também entrou em cena o deputado Alexandre Frota, ex-ator pornô, agora arauto da moral pública, esmagando laranjas em plenário. E o presidente dizendo que quem for assim, terá que voltar às origens.

    Essa do filho do presidente desmentir ministro da forma como foi feita tem tudo para dar errado. O menino vai ter que calar. E o pai também. Ou acaba caindo.