O PSL de Bolsonaro, na roda viva dos partidos, mais parece um ajuntamento

    O próprio Bolsonaro e seus filhos cogitam sair e ressuscitar a velha UDN. Assim, o PSL está mais para destrambelhar

    Foto: Reprodução/ Twitter/ Arquivo Pessoal
    Foto: Reprodução/ Twitter/ Arquivo Pessoal

     

    Pergunta o leitor Adenildo Soares, morador da Pituba, Salvador, se o PSL de Bolsonaro vai decolar ou destrambelhar.

    Boa pergunta. Sabe-se lá, mas o PSL parece congregar um erro dentro de outro.

    Explicando. Partidos deveriam ser instituições para firmar canais democráticos de pensamentos afins. Daí vêm os que se afinam com ideias de direita, de esquerda, de centro e por aí.

    No Brasil, o princípio se deteriorou. Até o ano passado, um partido que acabava de nascer nos cartórios da Justiça Eleitoral já entrava em cena ganhando R$ 1 milhão por ano, dinheiro do Fundo Partidário. Por aí, na maioria, viraram meio de vida para alguns.

    Passe de mágica

    No ano passado começou a valer a cláusula de barreira (um mínimo de 1,5% de votos em nove estados para garantir o direito ao Fundo), e 14 deles dançaram..

    O PSL, que era nanico, nasceu no embalo dos que estavam atrás das tetas. De repente, no embalo de Bolsonaro, pulou de um deputado federal (o próprio) para 52. Como num passe de mágica, agigantou-se numa só eleição. Milagre das redes sociais.

    Ora, os demais tinham estruturas que foram se organizando progressivamente. Com o PSL, pela forma como foi, gente de todos os cantos que nem se conhecia foi se aglutinando pelas redes. Mais parece um ajuntamento do que partido. Não é à toa que o próprio Bolsonaro e seus filhos cogitam sair e ressuscitar a velha UDN. Assim, o PSL está mais para destrambelhar.