Trio de Lexa não saiu por conta de cheque sem fundo, diz empresário

    Paulo Barros, dono da GRV, acusa o produtor da funkeira de ter passado um cheque sem fundo no valor de R$ 18 mil para pagar o veículo

    Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

    A cantora Lexa passou por um sufoco ao tentar colocar seu bloco na rua e acabou ficando a ver navios no último domingo (10) sem trio para cantar no Carnaval de São Paulo.

    Mas a história, que até então só tinha um lado, ganhou a segunda versão nesta terça-feira (12), com a revelação feita pelo dono da empresa que iria disponibilizar o veículo para o desfile da funkeira.

    Em entrevista ao site ‘Uol’, Paulo Barros, dono da GRV, afirmou que o trio não foi entregue porque havia recebido um cheque sem fundo do produtor de Lexa.

    “Foi emitido contrato de pagamento para 15 de fevereiro. No dia 15, ele pediu para prorrogar para o dia 20. No dia 20, jogou para o dia 23, e no dia 23 pagou R$ 10 mil. No dia 25, às 7 horas da noite, ele depositou um cheque de R$ 18 mil, mas estava sem fundos!”, disse o empresário.

    Segundo Barros, o produtor ainda tentou fazer novos depósitos. “No dia 27 ele depositou mais R$ 10 mil, totalizando R$ 20 mil. Na sexta-feira agora, véspera do evento, ele fez um depósito de R$ 7.000 e um R$ 1.600. No fim, o Sebah fez um TED programado só para o dia 11, no valor de R$ 13 mil. Perguntei se ele tava de sacanagem comigo. Um TED programado que pode simplesmente ser cancelado no sábado? Decidi não mandar os trios”.

    O dono da empresa garante não ter ficado com o dinheiro de Lexa e alega que Sebah, o produtor da funkeira, ficou com o dinheiro que devia ter ido para o pagamento do trio.

    “Não tenho contrato com a Lexa, mas falei com a produção dela. Eles querem o dinheiro devido. Se ela deu dinheiro a ele, como me escreveram, o Sebah ficou com o dinheiro. O pior de tudo: os meus trios não foram, mas, no sábado, ele contratou outro trio por R$ 32 mil. Se na sexta ele não tinha dinheiro, como apareceu dinheiro para ele milagrosamente no sábado de manhã?”, questionou o empresário.

    O amigo de Lexa, Sebah Vieira, que estava responsável pela contratação do trio, se diz enganado por Paulo Barros. Em entrevista ao site Uol, o produtor revelou que desembolsou uma quantia em dinheiro para investir no bloco e se sentiu lesado com o “golpe”.

    “A Lexa pagou R$ 22 mil pelo trio dela, e eu paguei R$ 22 mil pelo meu. Mas esse homem que foi pago, o tal de Paulo Barros, não teria repassado o dinheiro para o Enéas, do Trio Movidão. Eles são do Rio de Janeiro, são duas pessoas que ficam jogando uma para a outra, ninguém assume a responsabilidade. Um diz que passou o dinheiro, o outro diz que não recebeu nada, sendo que a gente tem todos os comprovantes de pagamento”.