Participante do The Voice Brasil é acusado de agressão por ex-namorada

    Luan Douglas passou pelo programa global em 2016 e fez parte do time de Lulu Santos

    Foto: TV Globo

    O cantor Luan Douglas, ex participante do The Voice Brasil (2016), está sendo acusado de agressão. O pernambucano, que passou pelo time Lulu Santos, foi denunciado pela ex-parceria, Raquel Diniz Sales Cavalcante, na 1ª Delegacia da Mulher, em Santo Amaro, Recife. As informações são da Polícia Civil.

    De acordo com o G1, o boletim de ocorrência foi registrado por Raquel no dia 21 de fevereiro e divulgado na terça-feira (26).

    A jovem alega ter sido agredida por Luan em outubro de 2018. Raquel usou as redes sociais para comentar o caso e relatou os momentos de terror que teria vivido nas mãos do artista.

    No desabafo compartilhado em seu perfil no Instagram, Raquel afirma que demorou para vir a público sobre a agressão por sentir vergonha.


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    Parte 01 Hoje, dia 21/02/2019, foi o dia em que tomei coragem, o dia em que decidi ser forte, não só por mim, mas pela minha família e amigos e principalmente para que mulheres não passem o que passei e para encorajar outras a seguir em frente e a lutar, pq juntas somos fortes… Pensaram que eu não teria coragem… Mas eu tive!! Pensaram que eu era fraca… Porém sou FORTE e luto não como um homem e sim como uma GAROTA… Pensaram que eu nunca faria isso… Só esqueceram que do tamanho da minha força, da minha garra, da minha fé, e da pessoa que eu me tornei… Não quero Mídia… E sim JUSTIÇA!!! Pois, hoje, foi a primeira vez em minha vida que entrei em uma delagacia, mas entrei com a coragem, a certeza e a vontade de dar um ponto final nessa história, da qual não desejo a mulher nenhuma… Quando entrei me deparei com um monte de perguntas, uma delas foi: – Se sofri Violência? SIM – Física ou Psicológica? AMBAS – Por quê, não denunciei antes? Porque, tive MEDO(ainda tenho), me senti CULPADA, e sim senti VERGONHA. Sentimentos que nenhuma mulher deve sentir ao ser agredida, pq sim somos VÍTIMAS, de uma sociedade machista, de homens que para serem homens precisam bater para se sentir superiores, e que por não serem devidamente punidos repetem o ato com todas as mulheres que encontram no caminho… Lembre-se: Eles NÃO Mudam, NÃO vai ser diferente com vc… Foram tantas perguntas até me darem uma ficha, na qual eu era um número, o número 06, para poder ir a uma sala falar ao escrivão tudo o que passei, foram cerca de 1h para poder ser ouvida e mais uma vez reviver toda essa dor que carrego comigo, a dor que me dá forças e ao ver outras 5 mulheres a minha frente para fazer o mesmo, denunciar uma agressão sofrida pelo companheiro, por aquele que escolhemos compartilhar uma vida, o qual queremos construir uma família, e que no início é nosso príncipe encantado, mas depois percerbos que aquela a qual amamos e confiamos não é nada disso. E foi aí, que tive a certeza que não estamos só e que devemos ir a luta..

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    “Foi cerca de uma hora para poder ser ouvida e mais uma vez reviver toda essa dor que carrego comigo, a dor que me dá forças e ao ver outras cinco mulheres na minha frente para fazer o mesmo, denunciar uma agressão sofrida pelo companheiro, por aquele que escolhemos compartilhar uma vida, o qual queremos construir uma família, e que no início é nosso príncipe encantado, mas depois percebemos que aquele que amamos e confiamos não é nada disso. E foi aí, que tive a certeza que não estamos só e que devemos ir a luta”, diz um trecho do texto da jovem compartilhado na web.

     

     

     

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    Parte 02 Durante a espera para relatar tudo ao escrivão e não deixar nada passar… Notei que mais mulheres chegavam sendo vítimas de agressão, ou seja, eram mais números, pois é o que somos números, foi ai que dei conta a quantidade de mulheres que são agredidas diariamente, logo após, ser chamada pra depor, vi um rapaz entrando algemado, por ter agredido a sua companheira, e nessa hora várias coisas passaram na minha cabeça quando vi aquela cena, e principalmente na coragem que devemos ter pra seguir em frente, pois tive que entrar em outra sala, para contar mais uma vez tudo o que vivi naquele dia 12/10/2018, contei… Assinei todos os papéis, fui liberada e sair com a cabeça erguida, pois o que eu fiz hj não foi por mim, mas por cada mulher que vítima de violência ou que até é morta, fui pra fazer diferente e não ser apenas um número… Entrei no Uber ao lado da minha advogada, e olhando pela janela comecei a refletir: Quantas mulheres vem passando por isso? Até quando vamos passar por isso? Até quando a sociedade vai dizer que somos culpadas? Até quando vamos ter medo, culpa, vergonha, por algo que não provocamos? Estou aqui, mais uma vez relatando a minha história, não por mídia, e sim pq recebi mt mensagens de apoio, encorajamento, e tbm de várias mulheres que passaram e estão passando por algo parecido ou até pior do que eu passei… Por isso estou aqui pra encorajar mais mulheres, pra fazerem o mesmo que eu, para que juntos possamos ser ouvidas, para que não sejamos apenas números, e sei que ainda tem muita luta pela frente, mas não vou desistir, vou até o fim, para que a justiça seja feita, e prometo a todas vcs que serei forte… Quero agradecer a minha família, aos meus amigos, a todos vcs que estão comigo… Saibam que não vou desistir, vou LUTAR COMO UMA GAROTA.. PS.: Pai e Mãe eu só errei por não ter escutado vcs, por acreditar nas mudanças , que o AMOR era VERDADEIRO, peço desculpas a vcs por não ter escutado… Mas agradeço imensamente por vcs estarem comigo. Uma publicação compartilhada por Raquel Diniz (@raqueldinizsales) em

    O depoimento de Raquel está agendado para o mês de abril.