Cidade Baixa: restaurantes e residências são flagrados com ‘gato’ de água

    O mesmo ocorreu no vizinho bairro de Massaranduba, onde técnicos encontraram dois imóveis residenciais sendo abastecidos por fraude

    Foto: Divulgação/Embasa

    Dois restaurantes e uma residência, situados na avenida Beira Mar, no bairro da Ribeira, foram flagrados nesta quarta-feira (3) desviando água da rede distribuidora da Embasa.

    O mesmo ocorreu no vizinho bairro de Massaranduba, na rua Carlos Lima, onde técnicos encontraram dois imóveis residenciais sendo abastecidos por fraude.

    Um dos restaurantes localizado na Ribeira é reincidente no delito, pois já havia sido flagrado furtando água da rede da Embasa. No caso das residências de Massaranduba, é o terceiro flagrante. A ação fiscalizatória contou com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar e Departamento de Polícia Técnica.

    Segundo a Embasa, os responsáveis pelos imóveis não estavam presentes no momento da ação, mas serão convocados a prestar esclarecimentos na 3ª Delegacia, durante o inquérito policial. Todos os imóveis estavam com a ligação de água cortada por falta de pagamento, mas retomaram o fornecimento de forma clandestina, com um débito somado de mais de R$20 mil.

    Para regularizar a situação junto à Embasa, os proprietários terão que pagar os débitos, multa e um valor referente à água desviada da rede, calculado em torno de R$9 mil.

    “Qualquer intervenção no hidrômetro e na rede distribuidora de água com o intuito de furtar água é crime e o infrator está sujeito ao cumprimento das penalidades previstas no Artigo 155 do Código Penal Brasileiro, que qualifica a prática de furto de água como crime contra o patrimônio, sujeita a pena de reclusão além de multa”, diz a empresa

    Desde 2017, uma parceria de sucesso com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia já identificou mais de 180 irregularidades em imóveis residenciais e comerciais na Região Metropolitana de Salvador.

    De acordo com a Embasa, os “gatos” desviaram cerca de 50 milhões de litros por ano, gerando um débito de mais de R$ 3 milhões.