Com a Avianca em crise Salvador perde 1,2 milhão de passageiros

    O fato atinge toda uma cadeia, que vai dos agentes de viagens até donos de hotéis. Não há saída a não ser esperar. E rezar

    Foto: Reprodução / Avianca Brasil
    Foto: Reprodução / Avianca Brasil

     

    A Avianca, devendo mais de R$ 10 milhões, em recuperação, suprimiu 170 voos até domingo para Salvador. No conjunto da obra, o baque para a capital baiana é expressivo: 1,2 milhão de passageiros a menos. Segundo Júlio Ribas, diretor-presidente da Salvador Bahia Airport, a empresa da Vinci Aiports que administra o Aeroporto Luiz Eduardo, é um retrocesso aos mesmos índices de 2009, 10 anos atrás.

    A recuperação não é fácil. Júlio, que é engenheiro aeronáutico, explicou ontem em entrevista a Band News que até antes do pedido de recuperação judicial era a segunda maior companhia aérea do Brasil, em voos domésticos, atrás apenas da Gol.

    — A Avianca já teve 54 aeronaves, depois passou para 48, 38, 24 e agora está com sete. Só em Salvador movimentou ano passado 2,1 milhões de passageiros. A recomposição não é tão simples assim. Não há essa disponibilidade de aeronaves. A Gol, por exemplo, está esperando 20 novos Boings 737 Max. Não vão sair logo por conta dos dois acidentes que aconteceram.

    Prejuízo geral

    Nos últimos 10 anos, o pico em número de passageiros no aeroporto de Salvador foi em 2014, com 9.152.155. Ano passado foram 8.017.778. Em 2009 exatos 7.052.720. É mais ou menos por aí a expectativa para 2019.

    Júlio diz que o fato atinge toda uma cadeia, que vai dos agentes de viagens até donos de hotéis. Não há saída a não ser esperar. E rezar.