‘Não é meu papel construir maioria para o governo’, diz presidente da Comissão da Previdência

    O partido do deputado Marcelo Ramos, o PR, é um dos que mais tem feito críticas à articulação da gestão Jair Bolsonaro

    Foto: Adriano Machado/Reuters

    Presidente da comissão especial que analisa a reforma da Previdência, o deputado Marcelo Ramos (PR-AM) afirmou nesta quinta-feira (25) que não atuará como articulador da proposta no Congresso. “Ter maioria não é tarefa minha”, afirmou à Folha.

    Seu partido, o PR, é um dos que mais tem feito críticas à articulação da gestão Jair Bolsonaro. Apesar disso, Ramos diz que sua responsabilidade com a Previdência supera antipatias.

    O presidente tanbém alfinetou o PSL, que teria criado clima ruim na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) com seus discursos. “Não vai caber a mim aconselhar quem é líder do governo no Congresso, ou quem é da bancada do presidente, mas eu acho que eles têm que refletir que mais importante do que tentar ter razão ou falar para as redes sociais é ter a proposta aprovada”, afirmou.

    Na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o presidente, Felipe Francischini (PSL-PR), teve papel fundamental na articulação política a favor da reforma.