Imersa em novas sonoridades, Pitty volta à ‘Matriz’ em novo álbum

    De pitada de guitarra baiana à sample de Dorival Caymmi, cantora passeia por ritmos da Bahia, sua terra natal, sem perder essência rock n' roll; ouça aqui

    Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

    Muito aguardado pelos fãs, o álbum “Matriz” da rockeira baiana Pitty foi lançado nas plataformas digitais nesta quinta-feira (25). Com pegada, a artista retorna à “matriz” em canções que trazem forte influência da vida em sua terra natal, Salvador, Bahia – desde as letras até as sonoridades, como em “Roda”, com participação da BaianaSystem.

    O quinto álbum de Pitty comprova que o tempo a fez bem. Ainda que tenha arriscado novas experimentações, as músicas não fogem do estilo da artista e deve agradar até o mais exigente fã. Produzido por Rafael Ramos, o disco começa com a faixa “Bicho Solto”, com sample de Dorival Caymmi e um refrão marcante: “Eu me domestiquei pra fazer parte do jogo/Mas não se engane maluco/ Continuo bicho solto”.

    Em “Noite Inteira”, single que já havia sido lançado, Pitty leva uma pegada de lambada, com vocais de Lazzo Matumbi. Em “Roda”, composta em parceria com BaianaSystem, Pitty testa as guitarras baianas em um rock que insere bem a voz de Russo Passapusso. Já em “Bahia Blues”, a artista relembra sua vivências nos bairros de Salvador e em “Ninguém é de Ninguém”, canta a dinâmica do amor livre de amarras.

    As faixas de “Matriz” mostram um Pitty amadurecida e se garante como mais uma obra da artista que deve ficar consagrada nas estantes do gênero no Brasil. Mesmo com a aproximação de outros estilos, como o reggae, em “Te Conecta” e “Sol Quadrado”, com participação de Larissa Luz, a baiana não perde a essência rock n’ roll e presenteia os fãs da sua música com um disco cheio de detalhes planejados, e muito bem produzido.

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