Ministério do Trabalho vai mediar reunião entre rodoviários e Integra na quinta (2)

    De acordo com Jorge Castro, representante dos empresários, na reunião será avaliada a proposta de 2,7% de reajuste salarial para os trabalhadores

    Foto: Reprodução/Vida Nova FM

    A data-base para reajuste salarial dos rodoviários ocorre sempre no dia 1º de maio, mas as rodadas de negociações, como ocorreu em anos anteriores, deve continuar ao longo de todo o mês.

    Após intervenção da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) também entrou em ação como mediador.

    Em entrevista ao bahia.ba, o assessor de relações sindicais da Integra (Associação das Concessionárias do Serviço de Transporte Público de Passageiros por Ônibus Urbanos de Salvador), Jorge Castro, informou que a reunião com o MTE ocorrerá na quinta-feira (2), às 14 horas, quando será avaliada a proposta de reajuste salarial de 2,7%. A categoria pede 8%, além de aumento de 15% no tíquete-alimentação.

    “Fizemos três reuniões. Já pusemos para eles [rodoviários] as nossas condições. Agora vamos esperar essa reunião com o MPE. Nós fizemos a proposta de reajuste, por enquanto é só no salário”, disse Castro.

    Vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Fábio Primo afirmou nesta segunda-feira (29) que a categoria só tomara alguma decisão após a reunião agendada para o dia 2 de maio. “O secretário [Fábio Mota, Semob] falou para a gente aguardar. Já nos reunimos com ele”, lembrou.

    Na última quinta (25), os rodoviários alertaram que a partir desta segunda poderiam decretar estado de greve a qualquer momento, caso não houvesse avanço nas negociações.

    “Entregamos 60 dias antes do prazo final. Estamos já há quase 30 dias em negociações e ainda não fomos convidados para nenhuma reunião. Em consideração à população de Salvador, vamos esperar até a próxima semana para ver se destrava e os empresários oferecem alguma proposta”, disse ao bahia.ba o presidente do sindicato, vereador Hélio Ferreira (PCdoB).