Anvisa aprova novo medicamento de ação prolongada para esquizofrenia

    Tratamento é o primeiro administrado em apenas quatro aplicações ao ano, aumentando a adesão e reduzindo o risco de recaídas

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    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (29) um novo medicamento para esquizofrenia, desenvolvido pela Janssen, empresa farmacêutica da família de companhias Johnson & Johnson.

    O palmitato de paliperidona trimestral é a primeira injeção de ação prolongada que requer apenas quatro doses ao ano e, por isso, chega ao Brasil como uma opção para aumentar a adesão ao tratamento, prevenindo as recaídas e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

    A esquizofrenia é um transtorno mental que afeta cerca de 23 milhões de pessoas em todo o mundo. A doença é caracterizada por distorções no pensamento, percepção, emoções, linguagem e comportamento.

    Os sintomas comuns incluem alucinações (ouvir, ver ou sentir coisas que não existem) e delírios (falsas crenças ou suspeitas, mantidas mesmo quando há provas que mostram o contrário).

    Os novos surtos psicóticos representam uma sobrecarga significativa tanto para pacientes como para suas famílias. Para os pacientes, podem ter repercussões muito graves, como deterioração cognitiva progressiva, comprometimento nas relações interpessoais e redução da qualidade de vida.

    O novo tratamento, que consiste em uma evolução da paliperidona mensal injetável, requer apenas quatro aplicações por ano. Dessa maneira, proporciona maior adesão, evitando recaídas e promovendo um controle sustentado dos sintomas. Nos estudos realizados com o medicamento, mais de 90% dos pacientes que receberam o tratamento injetável no novo esquema psicológico não apresentaram recaídas no período de um ano e meio.