Possibilidade de prorrogar mandatos empolga prefeitos. Será? É ópera bufa

    Deputados baianos em Brasília são quase consensuais: as chances oscilam entre zero e nenhuma

    Foto: Gilmar Felix / Câmara dos Deputados
    Foto: Gilmar Felix / Câmara dos Deputados

     

    Boa parte dos atuais prefeitos e vereadores acalenta uma esperança de que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pelo deputado Rogerio Peninha Mendonça (MDB-SC) prorrogando os atuais mandatos municipais por mais dois anos seja aprovada.

    Deputados baianos em Brasília são quase consensuais: as chances oscilam entre zero e nenhuma.

    O pretexto é coincidir as eleições, já que o Brasil de hoje encrustou na sua legislação a campanha quase ininterrupta: acaba uma, como a do ano passado, que elegeu o presidente, governadores, senadores e deputados, e já começa a se discutir outra, a de 2020, para prefeitos e vereadores.

    Pedras do caminho

    O deputado Paulo Azi (foto), também presidente do DEM na Bahia, diz achar quase impossível:

    — A questão da coincidência das eleições tem alguns críticos e alguns apoiadores, mas agora, o grande problema é que um terço dos deputados é candidato a prefeito. Numa votação que é preciso de dois terços, não passa.

    O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT) também diz achar muito difícil.

    — Ainda que a PEC passe, e acho até viável, com mandato de cinco anos, acabando a reeleição nas majoritárias, é quase impossível que ela vá valer em 2020. Está muito em cima.

    Em síntese, os prefeitos que estão animados com a ideia, é melhor arregaçar as mangas. O falatório é mais uma ópera bufa.