Justiça nega pedido de indenização de Bolsonaro contra Marcelo Tas

    Presidente processou apresentador após ter sido chamado de racista, preconceituoso e homofóbico

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    O presidente Jair Bolsonaro teve seu pedido de indenização contra o apresentador Marcelo Tas negado pela Justiça de São Paulo. Em 2017, Tas o chamou de racista, preconceituoso e homofóbico.

    A decisão foi da juíza Mariana de Souza Neves Salinas, formalizada na segunda-feira (29), afirmando que o apresentador teria apenas excedido seu direito de expressão e não ofendeu o presidente.

    Segundo a Folha, Bolsonaro entrou com a ação contra Tas pedindo a condenação dele por danos morais e o pagamento de indenização de R$ 20 mil. Ele também queria que a Justiça obrigasse o comunicador a não repetir os adjetivos para se referir a ele, com pagamento de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

    A magistrada julgou improcedente o pedido e decidiu extinguir o processo. A ação foi motivada por uma entrevista do apresentador ao canal do jornalista Rica Perrone, publicada no YouTube em julho de 2017.

    Na ocasião, o entrevistado afirmou que “o Bolsonaro é racista, é preconceituoso, é homofóbico”, mas ponderou que tinha respeito por ele, pelo fato de ser, na época, deputado federal. “Tem muitos estúpidos aí homofóbicos, alguns inclusive tentando ser candidatos a cargos importantes”, disse em outro momento da gravação.

    Nos autos do processo, segundo a sentença, Bolsonaro “asseverou nunca ter cometido atos de injúria racial, racismo ou homofobia”. Afirmou ainda que “seus oponentes políticos e jornalistas o rotulam como modo de fugir do debate de ideias”.