Cesar Maia recebeu propina da OAS por escritório de advocacia, diz delator

    Delator disse que fez o pagamento por meio de contrato fictício com o escritório de Sérgio Bermudes

    ex-prefeito do Rio Cesar Maia

    O ex-prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), é acusado de receber propina de um ex-executivo da OAS, que se tornou delator na Operação Lava Jato.

    De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o delator disse que fez o pagamento por meio de contrato fictício com o escritório de Sérgio Bermudes, um dos mais importantes advogados do país.

    O relato a procuradores da República fazem parte de um conjunto de mais de 200 temas em que oito ex-funcionários que trabalhavam no departamento de propinas da empreiteira delatam casos de corrupção envolvendo políticos e agentes públicos.

    O acordo de colaboração premiada dos oito delatores foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em julho de 2018. Cesar Maia é pai do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM).

    A história sobre esse suposto repasse ilegal ao ex-prefeito Cesar Maia, hoje vereador no Rio, já tinha sido contada pelo ex-executivo Marcelo Tadeu, um dos responsáveis pela geração de caixa dois usado para pagamento de suborno.

    Ainda conforme a Folha, Tadeu disse que, em 2013, recebeu uma ordem do então presidente da OAS, Léo Pinheiro, e do superintendente da empreiteira no Rio, Reginaldo Assunção, para que fizesse contato com o escritório de Bermudes para viabilizar pagamentos cujo destinatário seria César Maia.

    O que diz Maia

    O ex-prefeito Cesar Maia disse que não há “nenhum sentido” no relato da delação da OAS que o menciona. Afirma que não tem nenhuma informação sobre o contrato citado entre a construtora e o escritório e que isso não o envolve. ​