Secretária exonerada do MEC diz que sua saída tem motivação ‘política’

    Primeira mulher anunciada na transição de Bolsonaro, a tenente-coronel Márcia Amarílio comandava subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares

    Foto: Reprodução/Facebook

    Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, Márcia Amarílio da Cunha Silva, a primeira mulher a ser anunciada para a equipe de transição do governo Jair Bolsonaro (PSL), foi exonerada do Ministério da Educação (MEC). Ela estava à frente da subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares da pasta.

    Em entrevista ao O Globo, Márcia afirmou que a sua saída tem relação direta com a mudança do comando do MEC, agora com o novo ministro Abraham Weintraub. Segundo ela, não houve “interesse” em conhecer o seu “trabalho”. “A nova equipe já veio com nome para o meu cargo”, disse a militar. A tenente-coronel discorda da justificativa alegada pelo MEC, que teria explicado a sua exoneração por questões técnicas. “Não foi técnico, foi político”, defende.

    “Eles receberam um pedido para colocar outra pessoa em meu lugar. Se fosse critério técnico, eles teriam parado para prestar atenção no que eu estava oferecendo. Não tiverem interesse nem em ouvir o que eu tinha para passar. Falaram que iam me substituir porque é assim que tem que ser. Percebemos claramente que não foi técnico, foi político”.

    Márcia Amarílio respondeu ainda que evitou ir diretamente até o presidente Jair Bolsonaro, ou ao general Heleno, com quem trabalhou durante a campanha, já que “estão focados em demandas maiores”:

    “Eles estão focados em demandas maiores, como Venezuela, reforma da Previdência, acabo não querendo perturbar. Acho que, nesse contexto, o que eu passei não tem tanta importância, então foi opção minha não procurá-los”.