Rui diz que a Bahia está equilibrada e não será ele quem vai desequilibrar

    "Prefiro ser o governador que não deu aumento do que o que deixou de pagar salários"

    Foto: Fernando Vivas/GOVBA
    Foto: Fernando Vivas/GOVBA

     

    Em entrevista na Band News, Rui Costa admitiu: seus antecessores, entre eles Antonio Carlos Magalhães, César Borges e Paulo Souto, mais o amigo Jaques Wagner, foram responsáveis no trato das finanças estaduais, de forma que herdou um estado financeiramente equilibrado. E não será ele quem vai bagunçar.

    — Sinceramente, eu não posso acusá-los (os antecessores) disso (irresponsabilidades na gestão financeira). Podemos ter diferenças nas prioridades de projetos, alguns mais arrojados, outros mais tímidos, cada um com seu foco.

    Trem da alegria

    Ressalta que do passado, só tem algo a observar: muitos servidores estão pedindo aposentadoria agora, o que contribui para aumentar o déficit previdenciário.

    — Me dizem que foi a avalanche de gente que entrou para o serviço público pouco antes da Constituição de 88, que instituiu a obrigatoriedade do concurso. É esse pessoal que está se aposentando agora.

    E diz isso para afirmar que não vai dar os reajustes pretendidos pelos professores universitários estaduais, em greve há quase dois meses.

    — Minas arrecada mais que a Bahia, e está quebrado. O Rio arrecada mais do dobro, e tem mais de um ano que não paga salários. Prefiro ser o governador que não deu aumento do que o que deixou de pagar salários.

    Rui diz que, agravando o cenário, há o desempenho do governo federal na economia.

    — No início, se previa um crescimento econômico de 5 ou 6% ao ano. Agora, os mais otimistas falam em 1%, e tem gente até falando em percentuais negativos.