Bolsonaro admite choro e noites sem dormir por pressão

    "Essa cadeira aqui é como se fosse criptonita para o Super-Homem", afirmou o presidente, sobre o cargo que ocupa

    Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

    Em entrevista à Veja, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a pressão do cargo já o fez chorar e ficar noites sem dormir, disse não ter “nenhuma compaixão” pelo ex-presidente Lula e comentou a troca feita no Ministério da Educação.

    “Imaginava que ia ser difícil, mas não tão difícil assim. Essa cadeira aqui é como se fosse criptonita para o Super-Homem. Mas é uma missão, entendo que Deus me deu o milagre de estar vivo”, declarou.

    Bolsonaro classificou a nomeação de Ricardo Vélez-Rodríguez para o MEC como um erro.

    “Foi uma indicação do Olavo de Carvalho? Foi, não vou negar. Ele teve interesse, é boa pessoa. Depois liguei para ele: ‘Olavo, você conhecia o Vélez de onde?’. ‘Ah, de publicações’. ‘Pô, Olavo, você namorou pela internet?’, disse a ele. Depois, tive de dar uma radicalizada. Em conversas aqui com os meus ministros, chegamos à conclusão de que era preciso trocar, não se pode ter pena, e trocamos”, afirmou.

    Sobre a situação de Lula, Bolsonaro comentou: “Costumo dizer muitas vezes: se você está comendo coisa não muito boa e passa a comer uma coisa boa, legal. Mas, quando você está comendo bem e volta a comer uma coisa ruim, você sente”.

    “Ele saiu de uma situação de líder para a de um cara preso, condenado por corrupção. Apesar disso, não tenho nenhuma compaixão em relação a ele. Ele estava trabalhando para roubar também a nossa liberdade”, completou.