Fafen de novo em pauta; segundo Eduardo Salles, ela ludibria a Justiça

    A Petrobras foi construída com nosso dinheiro, mas o petróleo não é tão nosso assim, como queria Monteiro Lobato

    Foto: Tiago Cruz/bahia.ba
    Foto: Tiago Cruz/bahia.ba

     

    Já com um processo de licitação de arrendamento em andamento (as propostas das três empresas pré-qualificadas vão ser abertas sexta próxima), a Fafen, empresa da Petrobras pioneira no Polo Petroquímico de Camaçari, por decisão do juiz federal Ronivon Aragão, em 17 de abril, deveria parar de ‘hibernar’, mas segundo o deputado Eduardo Salles (PP) – foto, não parou:

    — Está há 45 dias parada a pretexto de fazer manutenção, querendo prorrogar essa manutenção por mais 45 dias. Ora, quando ela estava funcionando regularmente, a manutenção durava dois dias, e todo mundo era avisado.

    Audiência segunda

    Eduardo diz que a Fafen é estratégica. Além das 16 empresas que ela abastece de matérias primas como amônia, ureia e ácido nítrico, ainda tem o dióxido de carbono:

    — O carbonal é fundamental para as máquinas que fazem hemodiálise funcionarem. A indústria de modo geral já está prejudicada. Agora, só está nos faltando isso: ela começar a matar gente.

    É por aí que segunda na Assembleia haverá sessão especial (9h), com a participação de empresários sergipanos (há outra unidade da indústria lá), para discutir os estragos causados pela Fafen desde que a Petrobras anunciou a intenção de parar de operá-la, alegando ter prejuízos de R$ 600 milhões.

    Eis a questão: a Petrobras foi construída com nosso dinheiro, mas o petróleo não é tão nosso assim, como queria Monteiro Lobato.