Ex-governador de Goiás, Marconi Perillo é denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

    Segundo a Polícia Federal, o ex-gestor recebeu repasses indevidos

    Brasília - O governador de Goiás, Marconi Perillo, dá entrevista coletiva após reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

    O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações que levaram às denúncias são da operação chamada Cash Delivery, na qual o político chegou a ser preso.

    O documento é assinado pelo procurador da República Helio Telho Corrêa Filho e foi concluído na última segunda-feira (17), mas divulgado apenas na manhã desta sexta-feira (21).

    Além de Perillo, mais quatro pessoas foram denunciadas. São eles: Jayme Eduardo Rincón, Márcio Garcia Moura, Paulo Rogério de Oliveira e Carlos Alberto Pacheco Júnior.

    De acordo com o MPF, eles tinham a função de operacionalizar o recebimento da propina de Perillo. Rincón atuava como agente intermediador dos pagamentos, cabendo a ele tratar diretamente do valor requisitado por Perillo junto a executivos da Odebrecht. Os demais tinham a função de buscar o dinheiro da propina.

    Operação

    A Polícia Federal investigou repasses indevidos para agentes públicos em Goiás, com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. Os valores investigados são de R$ 12 milhões.

    Escutas da Polícia Federal presentes no inquérito que culminou na Operação Cash Delivery mostram um diálogo que, segundo a corporação, revela a entrega de R$ 1,2 milhão em propina da Odebrecht para campanhas de Perillo em 2010 e 2014.