Sergio Cabral se oferece para falar sobre empresários e políticos

    Ex-governador do Rio está em busca de colaboração premiada, diz reportagem do jornal O Globo

    Foto: Reprodução/ Twitter

    O ex-governador Sérgio Cabral, preso em Bangu 8, na Zona Oeste do Rio, já se apresentou quatro vezes diante do do Ministério Público Federal (MPF) dizendo estar à disposição para revelar situações comprometedoras envolvendo políticos e empresários, informa reportagem de O Globo.

    Segundo a publicação, desde que assumiu a nova postura de defesa, ele também foi ouvido ao menos três vezes pelo Ministério Público do estado. Cabral já falou sobre o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes. Confirmou que ele recebeu propina enquanto comandava o MP estadual do Rio para blindar a organização criminosa do MDB.

    O ex-governador depôs também sobre o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), que chegou a ser preso durante o mandato, acusado de corrupção. Ainda prestou esclarecimentos sobre a FGV Consultoria, que havia sido citada por ele em um depoimento a Bretas. Lopes, Neves e a FGV Consultoria negam irregularidades em suas condutas.

    Somente no último depoimento a Bretas, em 23 de maio, Cabral citou sete vezes que estava à disposição do MP para esclarecer fatos que não faziam parte do processo em questão. Naquela oitiva, seu alvo principal foi o empresário Georges Sadala, ex-amigo que abocanhou contratos vultuosos com o governo do estado na gestão do emedebista com o programa Poupa Tempo. O ex-governador afirmou que poderia falar mais sobre um político de outro estado que o apresentou a Sadala. Embora não tenha citado nominalmente, Cabral referia-se ao deputado Aécio Neves (PSDB).

    Cabral se ofereceu ainda para falar sobre a melhoria de vida de Sadala, que se mudou de um condomínio da Barra da Tijuca para a Avenida Vieira Souto, em Ipanema. O emedebista disse que a prosperidade repentina não se deu por um benefício de Sadala “aqui no Rio de Janeiro”, mas em outro estado. E, mais uma vez, prometeu contar o que sabe se fosse convocado pelo MP.