Carreiro omite que filho trabalhou com investigado da Lava Jato

    Em depoimento à Polícia Federal, ministro do TCU não contou que um de seus filhos trabalhou em escritório de Tiago Cedraz

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    Ao prestar depoimento à Polícia Federal no âmbito da Lava Jato, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro omitiu que um de seus filhos trabalhou no escritório de Tiago Cedraz, filho do também ministro do TCU Aroldo Cedraz.

    Em delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, afirmou que pagou R$ 1 milhão a Tiago Cedraz por “entender” que o valor seria repassado a Carreiro, na época relator de um processo sobre a usina Angra 3, de interesse do empresário.

    Segundo a Folha, em depoimento prestado no final de outubro do ano passado, Carreiro disse à PF que só esteve com Cedraz por duas vezes, em casamentos, e que nunca lhe pediu uma audiência ou foi a seu escritório.

    O ministro não contou, porém, que seu filho Felipe trabalhou no escritório de Cedraz pelo menos entre janeiro e agosto de 2009.