Alcione pede a Bolsonaro que respeite o povo nordestino; veja vídeo

    "O pensamento é uma força, e o político deve temer o pensamento de milhões contra ele", declarou a cantora

    Foto: Divulgação

    Alcione foi às redes sociais neste sábado (20) exigir do presidente Jair Bolsonaro (PSL) respeito ao povo nordestino.

    “Presidente Bolsonaro, não votei no senhor, e não me arrependo. Eu sou uma brasileira que não torço contra o governo, porque não sou burra. Mas meu avô já dizia: ‘Quem quer respeito se dá’. E o senhor não está se dando ao respeito. O senhor precisa respeitar o povo nordestino. Respeite o Maranhão”, afirmou Alcione neste sábado (20), um dia após Bolsonaro usar o termo “paraíba” para se referir pejorativamente aos governadores do Nordeste.

    No vídeo em que critica a postura do presidente, a sambista aparece vestindo uma camisa com a estampa do Maranhão, seu estado natal.

    A cantora também afirmou que o “pensamento é uma força”, e o político deve temer o pensamento de milhões contra ele.

    “O senhor tem medo de facada, tem medo de tiro, mas o senhor precisa ter medo do pensamento. O pensamento é uma força. Pense em mais de 30 milhões de nordestinos pensando contra o senhor? Comece a nos respeitar. Respeite o povo brasileiro.”

    A declaração da sambista foi endossada por outros famosos, como a cantora Daniela Mercury e o escritor Xico Sá

    A baiana Daniela Mercury fez coro ao pronunciamento. “É isso aí, amiga! Somos mais de 56 milhões de cidadãos! Viva o Nordeste!”. Thaynara também pediu respeito. “É inadmissível que o presidente se dirija a nós, povo nordestino e maranhense, de forma discriminatória e ofensiva”, disse. Xico Sá seguiu corroborou: “Viva o Nordeste e que a Democracia plena volte ao Brasil”.

    Em um áudio vazado de um café da manhã com jornalistas, Bolsonaro aparece dizendo ao ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”. O governador em questão, Flávio Dino (PCdoB), e outros políticos nordestinos condenaram a declaração.