Corretora é acusada de vender o mesmo apartamento para mais de uma pessoa

    Vítimas pagaram as quantias de R$ 165 mil e R$ 170 mil na compra de um apartamento localizado na Avenida Paralela

    Foto: Divulgação/Polícia Civil

    Uma corretora de imóveis é acusada de vender o mesmo apartamento para mais de uma pessoa, além de emitir e usar documentos falsos. O delegado Antônio Fernando Soares, titular da Delegacia Territorial (DT), de Pau da Lima, indiciou Lindinalva Souza de Andrade por estelionato.

    A corretora, que já responde na unidade policial a dois inquéritos pelos crimes citados, vendeu para duas pessoas um mesmo imóvel localizado na Avenida Paralela. Elas pagaram as quantias de R$ 165 mil e R$ 170 mil na compra do apartamento.

    De acordo com o delegado, as vítimas registraram a ocorrência na 10ª DT/Pau da Lima no início do mês de junho. Um dos inquéritos investiga a venda de um imóvel no valor de R$ 360 mil, em que a corretora emitiu um documento de transferência falso do antigo proprietário.

    Todos os valores eram depositados na conta-corrente de Lindinalva, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Ela foi localizada por investigadores da 10ª DT/Pau da Lima, nas proximidades de uma agência bancária, na Avenida Antônio Carlos Magalhães, após denúncia de uma vítima.

    Conduzida à unidade policial, a corretora confessou o estelionato, mas alegou que o dinheiro adquirido com a venda dos imóveis seria para ajudar um casal de amigos. “Com relação à acusação de documento falso, ela alegou que pagou R$ 1,5 mil a um despachante, para a aquisição da escritura”, explicou o delegado.

    Depois de prestar depoimento, a mulher foi liberada e terá a prisão preventiva solicitada. Um exame pericial grafotécnico, que analisa a grafia das assinaturas e outros tipos de escrita manual, identificadas nos documentos emitidos pela corretora, também será solicitado.

    O delegado ainda entrou em contato com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI). Lá, existem três representações de vítimas de Lindinalva tramitando no órgão. “Tomamos conhecimento também de que a corretora está suspensa pelo Conselho”, ressaltou.