Governadores do Nordeste isolam Bolsonaro para impor agenda deles

    Eles consolidaram ontem Consórcio do Nordeste, uma instituição com CNPJ próprio

    Foto: Fernando Vivas/GOVBA
    Foto: Fernando Vivas/GOVBA

     

    Se alguém imaginou que o encontro dos governadores do Nordeste ontem em Salvador seria um tiroteio ‘Paraíba’ em direção ao Planalto, errou. Os sete governadores presentes (dois, Ceará e Alagoas, mandaram os vices), não se esquivaram de falar do assunto, mas deram outro tom, o de que a união faz a força.

    O Nordeste tem 55 milhões de habitantes, é 33% da população nacional, e tem apenas 9% do PIB. Eles consolidaram ontem Consórcio do Nordeste, uma instituição com CNPJ próprio que vai comprar remédios e equipamentos hospitalares em conjunto, interconectar a região com fibra ótica, da educação a segurança, correr atrás de investidores, especialmente para a energia renovável (eólica e solar) com uma agenda internacional que viagens conjuntas para a Europa, a começar em novembro.

    Palmas para o Consórcio

    Todos festejaram o Consórcio como algo positivo. Veja as falas, a começar com Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte:

    — O Consórcio é bem anterior ao momento atual. O encontro mostra força política, coesão, mais inclusão.

    Wellington Dias (PT), do Piauí, sobre segurança:

    — Montamos uma central (no Ceará), e já estamos colhendo os frutos. Os índices de criminalidade, que eram assustadores, caíram.

    Rui Costa:

    — Queremos um planejamento estratégico. E vamos ajudar o Brasil a crescer.