Augusto Aras pretende montar equipe conservadora para PGR

    Baiano é o favorito de Jair Bolsonaro para assumir a Procuradoria-Geral da República em setembro

    Foto: Roberto Jayme/TSE

    Favorito de Jair Bolsonaro para assumir a Procuradoria-Geral da República em setembro, no lugar de Raquel Dodge, o subprocurador-geral Augusto Aras disse ao jornal Folha de S.Paulo que pretende montar uma equipe com nomes conservadores.

    Em entrevista que foi divulgada nesta segunda-feira (12), o baiano rebateu as críticas que recebeu de bolsonaristas nas redes sociais por causa de discursos antigos que, segundo ele, foram retirados de contexto para associá-lo à esquerda.

    “Se eu fosse do MST [como disseram] eu estaria sentado no Supremo Tribunal Federal”, declarou.

    O subprocurador-geral criticou o julgamento do STF que criminalizou a homofobia, chamou de inaceitável a “ideologia de gênero” —expressão não reconhecida pela academia— e defendeu o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.

    “[Se for indicado] Eu começaria no plano administrativo convidando [para ser secretário-geral] o colega Eitel Santiago de Brito Pereira, que, uma vez aposentado, se candidatou [pelo PP] a deputado federal pela Paraíba e como tal apoiou o candidato Bolsonaro e fez um dos discursos mais inflamados contra o atentado [à faca] que sofreu o presidente”, disse Aras.

    “É um homem maduro, um homem católico, um homem que, quando havia ainda alguma distinção entre direita e esquerda, poderia ser enquadrado num viés de direita. Eu o teria do meu lado e seria muito honroso que isso acontecesse.”

    Aras também disse que vai convidar para a gestão, caso seja escolhido, o procurador Ailton Benedito, chefe da Procuradoria em Goiás e conhecido nas redes por seu alinhamento ao conservadorismo.

    Benedito teve a indicação para a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos barrada pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal no último dia 6.