A união nordestina está falhando num ponto vital: o Velho Chico esquecido

    "Se as coisas continuarem como vão, em 2035, daqui a 15 anos, não chegará uma única gota de água em Sobradinho vinda do rio"

    Foto: Agência Senado
    Foto: Agência Senado

     

    Uma das poucas vozes ativas entre políticos da atualidade na defesa do Rio São Francisco, ou o Velho Chico, como carinhosamente chamam, o senador Otto Alencar (PSD) dá um veredicto cáustico:

    – Se as coisas continuarem como vão, em 2035, daqui a 15 anos, não chegará uma única gota de água em Sobradinho vinda do rio.

    Ele conta que as agressões são progressivas, o fluxo de dinheiro para realizar as ações planejadas pelo Ministério do Meio Ambiente é mirrado, e, o pior: a representação política nordestina, na sua maioria, assiste a tudo de braços cruzados:

    – Minas e Bahia são os doadores de água, pelo rio, que passa por 521 cidades também de Pernambuco, Sergipe e Alagoas, estados receptores da água, junto com Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, com a transposição. Eles nada fazem.

    No Parlanordeste

    Isso quer dizer que a união do Nordeste no Consórcio ainda precisa de ajustes. O deputado Nelson Leal (PP), presidente da Assembleia da Bahia, que sexta última participou em Aracaju do Parlanordeste, o encontro que reúne presidentes dos legislativos nordestinos, diz que na próxima reunião, 24 de outubro, em Maceió, vai pautar o assunto:

    – A sobrevivência do rio é uma questão de sobrevivência regional. Vamos mergulhar de corpo e alma na causa.

    A ideia: instigar deputados federais e senadores a mergulharem também.