ACM Neto diz que aporte do G7 à Amazônia é muito bem-vindo

    Bloco anunciou envio de R$ 91 milhões para auxiliar no combate a queimadas; para prefeito, Bolsonaro deve agir de maneira "desideologizada"

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O presidente do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou nesta segunda-feira (26) que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) precisa estar aberto, de maneira “desideologizada”, a ajudas internacionais, a exemplo dos 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões) desbloqueados pelo G7 para auxiliar no combate a incêndios na Amazônia.

    Formado pelas sete maiores economias do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), o bloco decidiu disponibilizar o aporte em caráter emergencial, conforme anunciado pelo presidente francês Emmanuel Macron ao fim de uma sessão dedicada ao meio ambiente. A maior parte do montante será destinada para o envio de aviões Canadair. Bolsonaro, por sua vez, tem questionado as intenções que estariam por trás de tal suporte.

    “Acho que a posição do G7 nesse final de semana, mostra, primeiro, a importância do Brasil e da floresta Amazônica. Não houve um tom dos principais líderes globais de desafio ao país. Pelo contrário. Houve um tom de colaboração, de apoio e de exposição de mobilizar todos os esforços possíveis pra ajudar a proteger a floresta Amazônica”, afirmou ACM Neto, pela manhã, em entrevista no Palácio Thomé de Souza.

    “Por outro lado, acho que o Brasil deve estar sensível a isso. O presidente e o seu governo precisam estar de braços abertos, porque são recursos injetados fundamentais, colaboração técnica. É claro que isso tem que ser feito de maneira desideologizada, seja dos EUA ou de Israel, de quem o presidente tem a maior proximidade, maior simpatia. Que seja dos países europeus, como a Alemanha, como a França. Eu acho que todos que possam se mobilizar nesse sentido serão muito bem-vindos”, disse o prefeito.