Dia Municipal de Combate ao Racismo no Esporte completa dois anos nesta segunda

    Vereadora responsável pelo projeto de lei que instituiu a data lamenta a falta de treinadores negros em times de futebol e em outros tipos de equipes desportivas

    Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

    Há dois anos foi instituído na capital baiana o Dia Municipal de Combate ao Racismo no Esporte, celebrado nesta segunda-feira (26).

    A data é uma referência à uma agressão racista sofrida pela professora Edna Matos e sua filha, durante partida de futebol do Bahia contra o Grêmio em agosto de 2017.

    Segundo a autora do projeto de lei que estabeleceu o dia, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), que é também presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e vice do colegiado de reparação, até maio deste ano foram 14 denúncias de racismo apenas no futebol brasileiro.

    Desse total, 12 ocorreram no estádio e duas no ambiente da internet. “Vemos a continuidade desses crimes e a completa omissão dos clubes e das entidades esportivas, que, quando podem, lançam mão de acobertar esses fatos, que muitas vezes acontecem dentro das esquipes esportivas. Mais uma vez, a impunidade impera, e as minorias continuam amarradas em seu histórico de discriminação”, disse.

    Ainda de acordo com a republicana, praticamente não se vê treinadores negros em times de futebol e outros tipos de equipes desportivas, nem pessoas negras ocupando cargos de poder nas entidades.

    “Isso é uma evidência incontestável do racismo institucional, que vai muito além do esporte e perpassa todas as instâncias da sociedade”, completou a vereadora.