Para tentar negar crise, Bolsonaro chama Moro de ‘patrimônio nacional’

    O presidente desceu a rampa interna do Palácio do Planalto ao lado do ministro e fez questão de abraçá-lo durante o trajeto

    Carolina Antunes/PR

    Em uma tentativa de negar a crise com Sérgio Moro, o presidente Jair Bolsonaro citou o ministro diversas vezes e o chamou de “patrimônio nacional”, durante lançamento do projeto “Em Frente, Brasil”, nesta quinta-feira (29).

    “Obrigado, Sérgio Moro. Vossa Senhoria abriu mão de 22 anos de magistratura para não entrar em uma aventura, mas para entrar na certeza de que todos nós juntos podemos, sim, fazer melhor pela nossa pátria”, discursou Bolsonaro.

    “Se Deus quiser, vai dar certo esse plano-piloto montado pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, tendo à frente o senhor Sérgio Moro, que é um patrimônio nacional”, acrescentou.

    O presidente desceu a rampa interna do Palácio do Planalto ao lado de Moro e fez questão de abraçá-lo durante o trajeto.

    O ex-juiz também foi elogiado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que classificou o colega como “o melhor ministro da Justiça e da Segurança Pública da história e que o Brasil terá nos próximos anos”.

    O objetivo do projeto-piloto é enfrentar a criminalidade violenta no país em ações conjuntas dos governos federal, estaduais e municipais.

    A iniciativa será implementada primeiro em cinco cidades: Ananindeua (PA), Paulista (PE), Cariacica (ES), São José dos Pinhais (PR) e Goiânia (GO). Na primeira fase, o plano tem custo de R$ 20 milhões.

    Convidados para a cerimônia, o diretor-geral da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, não compareceram ao evento. Com informações da Folha.