Wagner rechaça ataque de Bolsonaro a Bachelet: ‘Desastre diplomático’

    "Durante os governos do PT, nosso país viveu seu melhor momento no cenário internacional", afirmou o senador

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O senador Jaques Wagner (PT) usou as redes sociais nesta quinta-feira (5) para criticar o que chamou de “desastre diplomático”, em referência à postura do presidente Jair Bolsonaro (PSL) —que esta semana voltou a atacar autoridades de nações estrangeiras, dentre elas o pai de Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para direitos humanos. Alberto Bachelet foi torturado e morto pela ditadura militar de Augusto Pinochet.

    “Durante os governos do @ptbrasil, nosso país viveu seu melhor momento no cenário internacional, sendo protagonista na mediação de conflitos entre povos, coordenando importantes ações humanitárias, de solidariedade e de promoção da #paz. Muito diferente do desastre diplomático que assistimos hoje, com declarações desrespeitosas a líderes internacionais e conflitos com parceiros históricos, afetando gravemente a nossa imagem diante do mundo”, escreveu o petista.

    Na publicação, Wagner também compartilha uma foto em que segura uma criança durante uma visita ao Haiti em 2015, quando era ministro da Defesa do governo Dilma Rousseff.

    Ofensas a Michele Bachelet

    Na última quarta (4), Bolsonaro dirigiu palavras ofensivas a  Michelle Bachelet após ela declarar que o Brasil sofre uma “redução do espaço democrático”, especialmente com ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos.

    “Michelle Bachelet, seguindo a linha do [presidente francês Emmanuel] Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”, escreveu o presidente em uma rede social.

    “Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece de que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, prosseguiu.