Moema e Bolsonaro, o rolo da ex-Praça da Maconha

    "Tem um lado bom. Eu dou uma porrada só"

    A antiga Praça da Maconha, no bairro de Itinga, Lauro de Freitas, ganhou cara nova e nome decente. Lá está agora a Estação Cidadania, com teatro, infocentro, pista de skate, parque infantil e quadra poliesportiva, e agora chama-se Praça Jorge Amado.

    Os R$ 3 milhões gastos lá a prefeita Moema Gramacho (PT) conseguiu ainda na era Lula-Dilma. O sucessor dela em 2013, Márcio Paiva (PP), não ligou, ela correu atrás, a obra aconteceu.

    No dia 31 de julho último, aniversário da cidade, quis inaugurar, pediu permissão ao Ministério da Cidadania. Resposta: em tais casos o pedido deve ser feito com 15 dias de antecedência. Novo apelo, dizendo tratar-se de uma data festiva. Nova resposta: 15 dias de antecedência, não. 30 dias. Ampliaram o prazo.

    Esperando 2020

    Posto está que Moema vai partir para 2020 numa configuração bastante diferente da de 2026. Bolsonaro é inimigo, Rui Costa, o governador, aliado, mas no plano municipal ela já não conta com a deputada Mirela Macedo, do PSD do senador Otto Alencar, e nem com Mauro Cardim, do PP de João Leão, sem contar com os adversários tradicionais, Mateus Reis (PSD), a quem ela derrotou em 2016, e o empresário Teobaldo Costa, dono do Atakarejo.

    Moema diz que tem gente que já está em campanha, ‘campanha mesmo, distribuindo favores e tudo’, mas também se diz preparada:

    — Tem um lado bom. Eu dou uma porrada só.