Fake news: segundo Lídice, o PSL tudo faz para travar a CPI

    "Se eles não toparem a negociação, só vai nos restar montar uma força-tarefa para garantir o quórum"

    Foto: assessoria/Lídice da Mata
    Foto: assessoria/Lídice da Mata

     

    O senador Angelo Coronel (PSD), presidente da CPI das Fake News, e a deputada Lídice da Mata (PSB), relatora, vão estar sexta na ABI (19h) no debate ‘Contra a pior Fake News’, o bom jornalismo, promovido por Sindicato dos Jornalistas, ABI e Faculdade de Comunicação da UFBA (Facom).

    Uma avant-première: depois de Coronel ter bradado que semana passada recebeu ameaças de morte por e-mail, sem contar o turbilhão de disparos pelas redes sociais, o PSL de Bolsonaro está fazendo sistemáticas obstruções, conforme revelou ontem Lídice da Mata.

    Requerimentos

    Segundo Lídice, de 74 requerimentos já apresentados, só nove entraram na pauta, e destes, só um, o que regulamenta o funcionamento da CPI, teve andamento.

    Os integrantes do PSL argumentam que o jogo está desequilibrado, já que botaram no comando um presidente (Coronel) e uma relatora (Lídice) de oposição.

    — Vamos tentar uma negociação. Acreditamos que dos 74 requerimentos, 80% são negociáveis. Se eles não toparem a negociação, só vai nos restar montar uma força-tarefa para garantir o quórum.

    Entre os requerimentos estão os das convocações de responsáveis pelo Face, Instagram, Twitter e Youtube, além de autoridades internacionais.

    — Temos que ouvir gente de outros países. A questão não é só nossa.

    Isso é, se o PSL deixar.